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Roadmaps de Cibersegurança: O que a maioria das empresas ignora ao defini-los (e como aproveitar isso para 2026)

  • saraSara Velásquez in Dec 11, 2025Growth Lead
Roadmaps de Cibersegurança: O que a maioria das empresas ignora ao defini-los (e como aproveitar isso para 2026)

Os CISOs já entendem que um roadmap ou plano de cibersegurança sólido tornou-se um habilitador estratégico para o negócio. As organizações estão investindo como nunca em capacidades digitais, automação e modernização — e a cibersegurança é o elemento que garante que essa transformação seja sustentável.

No entanto, estudos como o da Deloitte (2023) mostram que mais de 70% dos roadmaps não alcançam o impacto esperado — não por falta de intenção, mas porque uma oportunidade crítica costuma ser ignorada na fase de design: fortalecer os habilitadores que permitem executar e sustentar o plano de trabalho.

Quando as empresas exploram essa oportunidade — alinhando o roadmap com governança, capacidades, papéis, métricas e cultura — a efetividade do programa acelera de forma significativa.


A grande oportunidade: projetar o roadmap sobre uma base operacional sólida

A principal área de melhoria não está na lista de projetos, mas na base que permite que esses projetos funcionem de maneira consistente.

Essa base inclui:

  • Um modelo claro de governança

  • Papéis e responsabilidades definidos

  • Capacidades operacionais para operar controles

  • Métricas que demonstrem progresso

  • Um processo realista de priorização baseado em risco

Quando esses elementos estão alinhados desde o início, o roadmap se transforma em um plano executável, mensurável e sustentável — não apenas um documento estratégico.

A Gartner (2023) destaca que organizações que investem nesses habilitadores melhoram sua capacidade de execução em até 40% em 12 meses.

Da nossa experiência acompanhando empresas de diversos setores na região, vemos grande potencial para aumentar a efetividade dos roadmaps por meio de práticas de design mais integradas.


Principais oportunidades

1. Conectar o plano a um diagnóstico real de maturidade

Muitos programas avançam sem uma linha de base precisa.
Quando as empresas realizam um diagnóstico estruturado (com base em frameworks como NIST CSF 2.0, ISO 27001, práticas de risco, capacidades, talentos e indicadores), o roadmap se torna muito mais claro e acionável.

2. Ampliar o enfoque além de TI

Hoje, áreas como:

  • Segurança de OT

  • Gestão de Riscos de Terceiros

  • Desenvolvimento Seguro

  • Arquitetura

  • Risco Tecnológico

  • Cultura e Comportamento

são partes essenciais do modelo de segurança.
Integrá-las desde o início gera um Plano de Cibersegurança mais equilibrado e eficaz.

3. Medir efetividade, não atividade

As organizações globais estão migrando para métricas como:

  • MTTA / MTTD / MTTR

  • Resiliência

  • Efetividade de controles

  • Cobertura de riscos de terceiros

  • Maturidade operacional

Essas métricas ajudam a demonstrar impacto para o Conselho e orientar decisões.

4. Incorporar capacidades, não apenas ferramentas

A região tem enorme potencial para fortalecer capacidades operacionais:
monitoramento, remediação, gestão de vulnerabilidades, governança de fornecedores, arquitetura, design seguro, resposta a incidentes.

Construir essas capacidades é muito mais valioso do que simplesmente “adicionar ferramentas ao roadmap”.


Alinhamento com o NIST CSF 2.0: um habilitador essencial para o sucesso

O NIST CSF 2.0 elevou o padrão ao introduzir GOVERN como função central do programa de segurança.

Isso abre uma grande oportunidade para estruturar um Plano de Cibersegurança mais robusto:

  • GOVERN: Políticas, papéis, decisões baseadas em risco e métricas executivas.

  • IDENTIFY: Linha de base de ativos, processos críticos e riscos do negócio.

  • PROTECT: Controles preventivos e responsabilidades claras.

  • DETECT: Visibilidade, análise e monitoramento contínuo.

  • RESPOND: Playbooks, equipes, comunicação e critérios de escalonamento.

  • RECOVER: Planos de continuidade, restauração e melhoria contínua.

Quando o roadmap é construído sobre essas capacidades, cada iniciativa possui um propósito claro e um caminho realista de implementação.


Como a Seccuri ajuda você a maximizar essa oportunidade

Na Seccuri, trabalhamos com um princípio simples:
um Plano de Cibersegurança não é uma lista de tarefas — é um modelo operacional de resiliência.

Para isso, apoiamos as organizações em:

1. Diagnóstico integral de maturidade

Baseado em frameworks robustos como NIST 2.0, análise de competências, governança, riscos, capacidades e tecnologia.
Isso nos permite definir, junto com seus times, uma linha de base confiável para priorizar iniciativas de melhoria.

2. Modelo de papéis e capacidades

Identificamos quais funções sua organização precisa, considerando crescimento, indústria e nível de exposição — evitando sobrecarga das equipes, ambiguidade e possíveis lacunas operacionais críticas.

3. Priorização baseada em risco real

Cada iniciativa que propomos para o seu roadmap responde a uma exposição concreta e mensurável de ciber risco.

4. Quick Wins de impacto imediato

Nosso time de ex-CISOs e consultores experientes ajuda a definir ações que fortalecem a capacidade operacional já no primeiro mês, gerando confiança e credibilidade organizacional.

5. Métricas executivas

Ajudamos a definir indicadores que permitem ao CISO e à equipe demonstrar efetividade, resiliência e alinhamento com o negócio — e como apresentá-los ao Conselho de forma executiva.

6. Plano de execução de 12–18 meses

Priorizado, realista e alinhado ao apetite de risco do negócio.

O resultado: um roadmap que realmente se executa, realmente reduz risco e realmente gera resiliência.


Sinais de que há uma oportunidade de fortalecimento

Para ajudar você a entender melhor o estado atual do seu roadmap, compartilhamos sinais comuns que indicam espaço para melhoria:

  • Projetos avançam, mas sem conexão clara com redução de risco.

  • Controles implementados sem critérios definidos de efetividade ou monitoramento.

  • Papéis acumulam múltiplas funções críticas sem capacidade real de operá-las.

  • Visibilidade limitada para a alta liderança e o Conselho.

  • Métricas focadas em atividade (quantidade de incidentes, treinamentos, patches), mas não em resiliência ou resultados.

  • Roadmaps que deixam de fora áreas essenciais como OT, fornecedores, design seguro ou arquitetura de cibersegurança.

Cada um desses sinais representa uma oportunidade imediata de fortalecimento.


2026 será o ano dos roadmaps executáveis

As organizações que reestruturarem seus Planos de Cibersegurança para integrar governança, capacidades, métricas e papéis de forma coerente verão resultados tangíveis:

  • redução mensurável de riscos,

  • maior resiliência operacional,

  • equipes menos sobrecarregadas e com foco claro,

  • investimentos mais estratégicos e justificáveis,

  • e uma relação mais fluida entre tecnologia, negócio e Conselho.

Este é o momento ideal para reforçar essa base.

Se você está pensando em definir, avaliar ou atualizar seu Plano de Cibersegurança para 2026, podemos ajudar a transformá-lo em um modelo operacional robusto, sustentável e mensurável.

👉 Agende hoje uma Avaliação de Maturidade com a Seccuri para estruturar um plano integrado que impulsione resiliência, priorização e execução real na sua organização.

Escreva para contact@seccuri.com ou agende sua chamada inicial via Calendly:
https://calendly.com/seccuri-contact/30min?back=1&month=2025-06


Fontes:

  • IBM. (2023). Cost of a Data Breach Report 2023.

  • Deloitte. (2023). Cybersecurity for Small and Medium Enterprises.

  • Verizon. (2023). Data Breach Investigations Report.

  • Gartner. (2023). Cybersecurity Trends in Latin America.

  • ENISA. (2023). Threat Landscape 2023.

  • ISACA. (2023). State of Cybersecurity 2023.

  • Mandiant. (2023). Cyber Threat Intelligence Report 2023.

  • Deloitte. (2023). Global Risk Management Survey 2023.