Sara Velásquez in Sep 11, 2025Growth LeadHoje, a transformação digital deixou de ser opcional e se tornou uma necessidade inevitável. Independentemente do setor ou contexto, as organizações dependem cada vez mais de infraestruturas tecnológicas: serviços em nuvem, dispositivos conectados, data centers e aplicações críticas que sustentam as operações diárias. Mas essa evolução também traz um efeito colateral: uma superfície de ataque muito mais ampla. À medida que as ciberameaças aumentam em frequência, sofisticação e custo, a maioria das empresas ainda enfrenta uma escassez significativa de profissionais de segurança capazes de enfrentar esses desafios.
De acordo com o Global Cybersecurity Outlook 2025 do Fórum Econômico Mundial, existe uma escassez global de talentos em cibersegurança estimada entre 2,8 milhões e 4,8 milhões de vagas não preenchidas.
Um relatório da DeepStrike (2025) indica que essa lacuna representa 4,8 milhões de postos não ocupados em todo o mundo, especialmente em áreas como segurança em nuvem, zero trust e resposta a incidentes.
Outro dado importante: as empresas estão recorrendo cada vez mais a estágios (55%) e programas de aprendizagem (46%) para identificar novos talentos em cibersegurança.
Nesse cenário, alguém como você — com ou sem experiência prévia em cibersegurança — tem uma oportunidade enorme. Se está pensando em entrar na área, mudar ou até mesmo definir o seu papel, este artigo servirá como um mapa para começar com solidez, entender os planos de carreira disponíveis, identificar quais habilidades e certificações buscar e como plataformas como a Seccuri estão ajudando a acelerar esse processo.
Para entender por que essa indústria tem tanto potencial para iniciantes, vale observar algumas tendências:
As vagas de emprego em cibersegurança continuam crescendo rapidamente: a Cybersecurity Ventures reporta um aumento de 350% nas posições não preenchidas entre 2013 e 2021.
Apesar de alguns cortes orçamentários em determinadas empresas, a demanda por cargos de nível inicial continua muito forte. Setores como educação, saúde, governo, serviços de TI e telecomunicações estão recorrendo a programas de aprendizagem e estágios para captar talentos.
As empresas já não buscam apenas as habilidades técnicas clássicas (firewalls, redes, sistemas operacionais), mas também competências emergentes como segurança em nuvem, inteligência de ameaças, análise de malware, Zero Trust e segurança de aplicações.
Isso significa que, para quem está começando, há demanda, espaço para crescimento e um mercado que precisa urgentemente de novos profissionais.
Existem planos de carreira comuns, tanto técnicos quanto não técnicos, para ingressar em cibersegurança. Veja um panorama:
Planos técnicos: papéis como Analista de SOC Júnior, Cyber Defense Analyst, Pentester Júnior ou analista de vulnerabilidades. As responsabilidades incluem monitorar alertas de segurança, responder a incidentes iniciais, analisar logs, realizar varreduras de vulnerabilidades ou testes básicos de penetração. Exigem conhecimento de redes, sistemas operacionais (Linux e Windows), scripts básicos e ferramentas como SIEMs e scanners de vulnerabilidade.
Proteção e operações: funções como administrador de sistemas com foco em segurança, engenheiro júnior de segurança em nuvem ou especialista em proteção de endpoints. O trabalho envolve manter infraestruturas seguras, aplicar políticas de segurança, gerenciar patches e garantir a integridade dos serviços. É necessário conhecer segurança em nuvem, criptografia, backups e controle de acesso.
Não técnicos (estratégia e gestão de riscos): cargos como analista de GRC (Governança, Risco e Conformidade), especialista em conscientização de segurança, auditor júnior ou responsável por conformidade regulatória. As responsabilidades incluem criar políticas, avaliar riscos, garantir o cumprimento de normas (como LGPD, GDPR, ISO 27001) e promover a cultura de segurança. Requerem pensamento crítico, comunicação eficaz e conhecimento regulatório.
Pesquisa e suporte especializado: funções como analista forense júnior, analista de malware ou especialista em inteligência de ameaças. As atividades incluem investigar incidentes, coletar evidências digitais, analisar malware e coordenar a recuperação após ataques. Exigem conhecimentos em forense digital, programação básica, análise estática e dinâmica e arquitetura de sistemas.
Uma das melhores formas de estruturar uma trajetória de aprendizado é usar frameworks reconhecidos, como o NICE Framework do NIST.
Define 7 categorias gerais de funções e 52 papéis de trabalho em cibersegurança.
Cada papel é descrito por TKS statements (Task, Knowledge, Skill):
Tasks (T): as tarefas que o profissional executa.
Knowledge (K): o conhecimento necessário.
Skills (S): as habilidades práticas que deve demonstrar.
Para iniciantes, o framework permite identificar claramente quais tarefas podem começar a praticar, quais conhecimentos estudar primeiro e quais habilidades desenvolver para aspirar a papéis específicos.
Exemplos:
Um Analista de SOC Júnior terá tarefas como monitorar eventos de segurança, conhecimentos como protocolos de rede e sistemas operacionais, e habilidades como interpretar logs ou configurar um SIEM.
Um Analista de GRC apoiará auditorias, precisará conhecer normas como ISO 27001 ou GDPR, e terá habilidades em redigir políticas e gerir riscos.
Esse enfoque torna o aprendizado mais prático e alinhado às necessidades reais da indústria.
Algumas das certificações e formações mais úteis para iniciantes são:
CompTIA Security+: ideal para obter fundamentos de segurança, redes e ameaças. Reconhecida mundialmente.
Certified Ethical Hacker (CEH): para quem deseja atuar em hacking ético ou testes de penetração. Proporciona uma visão ampla de metodologias e ferramentas.
Cursos introdutórios online (MOOCs e bootcamps): opções flexíveis e acessíveis para explorar diferentes áreas antes de se especializar. Plataformas como Coursera, edX e Udemy oferecem programas básicos em cibersegurança.
Formações específicas: como forense digital, segurança em nuvem ou resposta a incidentes, recomendadas para quem já tem uma base técnica e quer se especializar.
Aprenda fundamentos de redes, sistemas operacionais e conceitos básicos de segurança.
Monte um laboratório caseiro com máquinas virtuais para praticar.
Conquiste pelo menos uma certificação de entrada (por exemplo, Security+).
Busque estágios, voluntariado ou pequenos projetos para ganhar experiência real.
Decida se prefere o caminho técnico (pentesting, SOC, threat intelligence) ou de gestão (compliance, GRC).
Participe de comunidades de cibersegurança, conferências, CTFs e mantenha-se atualizado constantemente.
Na Seccuri, acreditamos que ninguém deve ficar estagnado por falta de orientação ou visibilidade. Nossa plataforma apoia tanto iniciantes quanto empresas que buscam talentos.
Para iniciantes: oferecemos planos de carreira claros, alinhados ao framework NICE, com papéis, habilidades e certificações recomendadas.
Para empresas: facilitamos a conexão com novos profissionais, alinhamos necessidades de talento e apoiamos a gestão de competências e treinamentos.
O resultado: pessoas como você ganham oportunidades globais e orientação clara, enquanto as empresas acessam candidatos já preparados e motivados.
A cibersegurança é um campo desafiador, mas cheio de oportunidades. Não se trata de saber tudo desde o início, mas de cultivar disciplina, curiosidade e uma direção estratégica.
Se você deseja dar o primeiro passo, comece pelos fundamentos, obtenha uma certificação básica, escolha uma área que o motive e expanda sua rede profissional.
Na Seccuri, estamos aqui para acompanhar você nesse processo: explore caminhos, conecte-se com a indústria e encontre oportunidades que farão sua carreira decolar.
Seccuri
DeepStrike. (2025). Cybersecurity Skills Gap: 4.8M Roles Unfilled, Costs Surge.
Fórum Econômico Mundial. (2025). Global Cybersecurity Outlook 2025.
(ISC)². (2025). Cybersecurity Hiring Trends Study.
Cybersecurity Ventures. (2021). Cybersecurity Jobs Report: 3.5 Million Unfilled Positions.
NIST. (2024). NICE Cybersecurity Workforce Framework.
Infosec Institute. (2020). 52 NICE Cybersecurity Workforce Framework work roles: what you need to know.